quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Carqueja

A carqueja é uma planta medicinal com uma cor verde viva e pode crescer até um metro de altura. Produz flores amarelas/esbranquiçadas e normalmente conhecida como erva-carqueja, carqueja, flor-de-carqueija, querqueijeira ou carqueija, pertence à flora portuguesa, espanhola e norte-africana (Marrocos), e é muito comum em zonas montanhosas, como as Serras da Estrela e do Açor. 
Usos da carqueja

É uma planta muito conhecida quer pela variedade da sua utilização, quer pela sua abundância.

Para além do seu uso medicinal, esta planta foi, no passado, muito usada como forragem para o gado, principalmente durante o inverno, por tolerar temperaturas baixas e como combustível para fornos de pão, por ser altamente inflamável. Também são conhecidos os seus usos aromáticos, pelos seus óleos.

As suas flores são comestíveis, podem ser usadas em saladas e é comum na zona de Trás-os-Montes e Alto Douro o tradicional arroz de carqueja. Tradicionalmente a carqueja é usada pela sua ação digestiva, de estimulante hepático, pelo seu efeito diurético, nos estados gripais e constipações.

Geralmente é usada toda a planta, embora as flores sejam a parte mais utilizada, especialmente em infusões. Também costuma ser usada no tratamento de feridas sob a forma de cataplasma.

Aloe Vera


O Aloé Vera é uma planta suculenta originária da África do Sul, da Província do Cabo, da África Tropical e de Madagáscar onde algumas espécies correm sérios riscos de extinção. Quando cultivado em climas temperados, é necessário protegê-lo da geada. Dá-se muito bem em vasos, como planta de interior. Existem cerca de 400 variedades de Aloes, uma das variedades era já conhecida nos tempos bíblicos onde era utilizada na extracção de madeira. Na Malásia e Índia é utilizada uma outra variedade no fabrico de incenso. Externamente é utilizado fresco e directamente sobre a pele no alívio de queimaduras solares e outras, incluindo queimaduras de radiação devido à sua acção refrescante, anti-inflamatória e regeneradora do tecido celular restituindo rapidamente os líquidos nas três camadas dérmicas, aliviando a dor e nutrindo a pele devido à sua riqueza em aminoácidos e vitaminas.


Sálvia ( Salvia officinalis )


A Sálvia é uma planta medicinal que pode ser utilizada no tratamento de diversas doenças, como bronquite ou gengivite.

O seu nome científico é Salvia officinalis e pode ser comprada em lojas de produtos naturais e em algumas farmácias de manipulação. 
Para que serve a sálvia

A sálvia serve para facilitar o tratamento de aftas, bronquite, caspa, catarro, gengivite, reumatismo, vómito, tosse, diarreia, diabetes e indigestão. 
Modo de uso da sálvia

As partes utilizadas da sálvia são suas folhas, flores e óleo essencial para fazer chás e infusões.
Chá para inflamações da boca: colocar 2 colheres (de chá) de folhas de sálvia em 250 ml de água fervente, deixando repousar por 10 minutos. Depois coar e fazer gargarejos.


Sabugueiro ( Sambucus nigra )

O Sabugueiro é uma planta medicinal, também conhecida como Sabugueiro-da-europa, Sabugueirinho ou Sabugueiro-negro, muito utilizada para tratar gripe ou resfriado.

O seu nome cientifico é Sambucus nigra e pode ser comprada em lojas de produtos naturais, farmácias de manipulação e algumas feiras livres. 
Para que serve o sabugueiro

O sabugueiro serve para ajudar no tratamento de gripe, resfriado, febre, tosse, rinite, sintomas alérgicos, feridas, abcessos, acúmulo de ácido úrico, problemas renais, hemorroidas, espasmos, litíase urinária, nefrite, queimaduras e reumatismo. 
Modo de uso do sabugueiro

As partes utilizadas do sabugueiro são as suas flores, folhas e parte interna do caule.
Chá de sabugueiro: Colocar 1 colher (de sopa) de flores secas de sabugueiro numa xícara de água fervente e deixar macerar por 10 minutos. Coar e tomar 3 xícaras do chá ao dia. Os efeitos colaterais do sabugueiro podem incluir reações alérgicas variadas. 
Efeitos colaterais do sabugueiro
Além disso, os frutos do sabugueiro são tóxicos e, por isso não devem ser consumidos. Porém, as suas folhas, flores e parte interna do caule podem ser utilizadas para fazer chá. 



Calêndula


A calêndula é uma planta medicinal, também conhecida como bem-me-quer, mal-me-quer, maravilha, margarida dourada ou verrucária, muito utilizada no tratamento de problemas de pele, como psoríase e queimaduras.
Para que serve a calêndula

A calêndula serve para ajudar no tratamento de acne, aftas, gastrite, dermatite, dismenorreia, úlceras, psoríase, rachaduras na mama, varizes, candidíase, verruga, vômito, alergias, assaduras, queimaduras de sol, feridas, brotoeja, cólica menstrual, clarear manchas e inflamações. 

Pertencente à mesma família das margaridas (Asteraceae Compositae), a calêndula é originária da Europa Meridional, em particular dos países mediterrânicos, mas, presentemente, é cultivada como planta ornamental em todo o mundo.  Modo de uso da calêndula : 
Infusão de calêndula: colocar 2 colheres de sopa das flores da calêndula em 1 xícara de chá de água fervente e deixar descansar por 5 minutos. Depois coar e beber 1/2 xícara de manhã e meia xícara à noite.
Cataplasma de calêndula: Amassar folhas e flores da calêndula num pano limpo (gaze) e pôr em cima da ferida ou acne, deixando atuar durante 30 minutos.








sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Marijuana

A marijuana é uma planta medicinal que pode ser utilizada para diminuir a dor, mas que se consumida constantemente pode ser viciante. Por este motivo seu uso ainda é uma polémica, mas segundo pesquisas científicas existem alguns benefícios para o uso terapêutico da marijuana A marijuana serve para complementar o tratamento de Alzheimer, epilepsia, dor, glaucoma, síndrome de Tourette, náuseas e vómitos associados a quimioterapia, anorexia e caquexia em HIV/SIDA, dor neuropática, espasticidade, esclerose múltipla e em lesão medular. Um novo estudo publicado na revista Journal of Neurology constatou que a ativação de receptores CB2 do corpo tem o potencial para tratar a dor e a inflamação da bexiga, e pode aumentar a frequência urinária bexiga. Para o estudo, pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison usaram modelos de ratos para examinar se a ativação de receptores CB2 (algo que cannabis faz naturalmente) pode tratar problemas grave de bexiga, os resultados foram bastante claros e comprobatórios dos benefícios.






PHYSALIS (Physalis angulata)

Pertence à família das Solanáceas, a mesma do tomate, da batata, do pimentão e das pimentas e é originária da Amazónia e dos Andes. Rica em vitaminas A, C, fósforo e ferro, além de alcalóides e flavonóides, na medicina popular é conhecida por purificar o sangue, fortalecer o sistema imunológico, aliviar dores de garganta e ajudar a diminuir as taxas de colesterol. A população nativa da Amazónia utiliza os frutos, folhas e raízes no combate à diabetes, reumatismo, doenças da pele, bexiga, rins e fígado. A planta tem sido estudada também por fornecer um poderoso instrumento para controlar o sistema de defesa do organismo, diminuindo a rejeição em transplantes e atacando alergias. Pesquisadores da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) da Bahia identificaram substâncias com esse potencial na Physalis angulata e já solicitaram patente sobre o uso delas. Testadas por enquanto em camundongos, espera-se que as fisalinas (chamadas de B, F e G) tenham um efeito tão bom quanto o das substâncias usadas hoje para controlar o sistema imune, mas com menos efeitos colaterais, quando forem usadas em pacientes humanos.


Malva (Malva sylvestris)

Indicada para problemas respiratórios, favorece a cicatrização e processos gastrointestinais, com benefícios à pele. A malva é usada popularmente como expectorante, emoliente, diurética e calmante. Indicada para problemas da garganta, dos brônquios e inflamações dentárias, Funciona como suavizante nas picadas de insetos e irritações da pele. As malváceas compreendem quase mil espécies, que se distribuem dos trópicos ao ártico. O nome da família vem do grego "malake"ou suave, uma vez que a planta é conhecida por acalmar.




Espinheira Santa (Maytenus ilicifolia)

Na medicina popular a planta espinheira-santa é famosa no combate à úlcera e outros problemas estomacais como gases, má digestão, gastrite crónica e azia, males dos rins e fígado. 
As folhas, frescas ou secas, são utilizadas no preparo de infusões para uso interno e externo. O efeito cicatrizante também pode ser observado como auxiliar no tratamento de problemas da pele, como acnes, feridas e eczemas. O uso mais comum da Espinheira Santa é como auxiliar no tratamento de gastrites e úlceras gástricas e duodenais. A indicação popular do chá feito das folhas da Espinheira Santa foi comprovada cientificamente por vários pesquisadores Seu uso é indicado para combater as fermentações anormais do intestino, normalizando as funções gastrointestinais, é ainda antisséptica e cicatrizante. No final da década de 80, a Central de Medicamentos divulgou um estudo oficial em que comprova as propriedades terapêuticas desta erva. Os índios brasileiros a empregavam no tratamento de tumores – o que pode ter dado origem a nomes populares como “erva cancerosa”. Seu efeito cicatrizante também é observado sobre afecções da pele.

Adicionar legenda


Dente de Leão (Taraxacum officinale)

 Para que serve Dente-de-leão: O Dente-de-leão serve para ajudar no tratamento de doenças hepáticas, problemas das vias biliares, hemorróidas, gota, reumatismo, problemas de pele, problemas renais e diabetes. Consumido em saladas, sucos ou chás é antiescorbútico, anti-ácido e laxante. As propriedades do Dente-de leão incluem sua ação anti-inflamatória, diurética e estimulante do apetite. Planta vivaz, munida de uma grossa raiz, carnosa, laicífera, de onde saem as folhas e o escapo floral. Parte utilizada: Rizoma, folhas, inflorescência, sementes. Origem : Provavelmente Europa, principalmente Portugal. Porém até hoje especialista discutem se o dente de leão é uma planta nativa da América ou aclimatada. Certamente, é encontrada e consumida em quase todo o mundo.